EDUCAÇÃO E SOCIEDADE
Entendemos que a educação deve vincular a produção científica à prática social, de maneira a contrapor a divisão entre a educação científica (profissional e técnica) e a educação humanista e cidadã, oferecendo condições intelectuais e culturais de formação plena. Na Universidade Pública, acreditamos que esta educação deva ser trabalhada também no sentido de socialização do conhecimento que nela é produzido, contribuindo para o avanço de nossa sociedade.
Além disso, a UFV, apesar de considerada uma das melhores universidades do país, possui sérias deficiências, como carência de professores em diversos cursos, não oferecimento de disciplinas, insuficiência de bolsas de pesquisa e extensão, entre outros que afetam diretamente nosso cotidiano.
Nós do grupo Avante! acreditamos que é preciso que a comunidade acadêmica compreenda os problemas pelos quais passamos na UFV, conheça as relações que existem entre eles e então possa propor algo novo, algo que supere o que está colocado.
Acreditamos que a educação deva se voltar para o meio em que se insere, para que não se distancie do seu papel fundamental de compromisso com o desenvolvimento da sociedade. Por isso propomos:
Consolidar parceria permanente com os grupos de cultura, de extensão, diversidade sexual etc, independente de projetos e espaços pontuais;
Participar da construção do Simpósio de Iniciação Científica (SIC) e do Simpósio de Extensão Universitária (SEU), e lutar para que eles propiciem uma discussão qualificada a respeito dos modelos de pesquisa e extensão;
Reivindicar que os coeficientes não sejam critério eliminatório para as bolsas de pesquisa e extensão; Manter os estudantes informados sobre o REUNI, e intervir nos seus rumos através dos conselhos e de mobilizações, buscando combater seus pontos negativos, tanto para UFV, quanto para a cidade;
Incentivar e auxiliar a organização estudantil em todos os cursos, entendendo que para enfrentarmos os problemas existentes na UFV, e aqueles que virão com a adesão ao REUNI, é essencial a organização estudantil dentro dos Centros e Diretórios Acadêmicos;
Principalmente nos cursos novos e nos campus de Florestal e Rio Paranaiba, para que a consolidação destes esteja de acordo com as necessidades dos(as) estudantes e seja de qualidade;
Exigir condições adequadas de ensino para os cursos ainda não consolidados, através da alocação de recursos e professores(as) de forma justa e adequada à realidade da UFV; Lutar pelo aumento do numero de cadeiras discentes nos conselhos da universidade, como forma de avançar no sentido da democratização da universidade;
Construir espaços sobre formação profissional critica para os(as) estudantes, em parceria com CAs, DAs e Executivas de cursos, como por exemplo um Seminário de Formação Profissional;
Construir projetos que possibilitem reflexão e formação crítica para os estudantes, como o Curso de Economia Política e Agricultura (CEPA) e o Como Funciona a Sociedade (CF I e II);
Realizar o III Seminário de Questão Agrária em parceria com os movimentos sociais e grupos organizados, entendendo a importância de se aprofundar no debate a respeito da realidade sócio-econômica no Brasil;
Realizar o II Congresso Estudantil da UFV, trazendo os mais diversos debates para os estudantes, e possibilitando que estes interfiram diretamente nos rumos do DCE;
Construir os Estágios Interdisci-plinares de Vivencia (EIVs) – Regional e Estadual, em parceria com outras entidades estudantis, ampliando a relação com os movimentos sociais e proporcionando aos(às) estudantes a oportunidade de debaterem e vivenciarem a realidade social, política e econômica de Minas Gerais e Zona da Mata;
Realizar o II e o III Seminário do Movimento Estudantil (ME), uma construção conjunta com CAs e DAs, para que os(as) estudantes debatam formas de atuação conjunta na universidade e fora dela;
Levar o debate sobre a relação entre o ME e os Movimentos Sociais para o campus, trazendo os movimentos e sua pautas para dentro da universidade;
Debater a relação das parcerias público-privadas e sua intervenção no ensino, pesquisa e extensão;
Incentivar que os(as) estudantes apropriem-se do projeto político pedagógico dos seus cursos, principalmente quanto aos cursos novos cujos projetos ainda estão sendo formulados; Reivindicar uma melhor estruturação dos laboratórios de informática e do acesso a Internet sem fio.
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